A Espiga Dourada nasceu em 1988, às margens da então Rodovia Bandeirantes, (hoje Rodovia Bunjiro Nakao), vendendo somente um tipo de pão exposto em um pequeno cesto de vime. A Espiga Dourada é expressão do Movimento dos Focolares que busca através da Regra de Ouro – “Faça aos outros o que gostaria que fosse feito a você” – testemunhar que é possível um mundo de paz, de uma única família.
Ainda que o valor da família esteja tão manipulado, na sua essência ela é sinal de união, de entendimento acima de qualquer diferença, de valorização do outro e de escuta, de perdão e reconciliação. Trabalhar como se fôssemos uma única família quer dizer, em primeiro lugar, ir além do ambiente de trabalho, aplicar estas virtudes na vida, valorizar os relacionamentos construídos durante o dia através do diálogo, da compreensão e, principalmente, alegrar-se com as conquistas do outro, chorar e sofrer com os seus problemas e, juntos, superar limites.
O pão vendido na estrada era um modo de ultrapassar os muros da cidade, de chegar a todas as pessoas. E aquele clima diferente ente todas, fruto da vida baseada na Regra de Ouro, atraía muitos amigos. Ninguém deveria passar em vão, ou seja, cada um precisava ser atendido da mesma forma como gostaríamos ao chegar a uma padaria. E muitos saíam conquistados por este sorriso, procurando, também eles, fazer aos outros o que gostaria que fosse feito a eles.

 
   
 
   
Na Espiga Dourada, acima do lucro está o testemunho de vida. Por isso, em 20 anos, pôde se desenvolver devido ao esforço e trabalho de todos nós e dos nossos amigos. Em 1992, o perigo de permanecer na estrada levou à compra de um pequeno espaço. A estrutura, fruto da crença nesta vida de amor, não deveria ser mais uma padaria, e sim a casa de todos que passassem por ali. Em 2001, esta pequena casa foi ampliada para proporcionar um ambiente mais agradável, aonde fosse possível sentar para uma conversa, para trocar idéias.
Para chegar até a Espiga Dourada, muitos clientes precisavam atravessar a rodovia. Pensando no perigo que corriam e para levar a cultura de paz a todos, em 1998 foi adquirido um pequeno galpão do lado oposto da estrada. Também ali a palavra de ordem é: “Faça aos outros o que gostaria que fosse feito a você”. Em 2003, a Espiga Dourada II precisou ser ampliada e tornou-se um lugar pequeno e aconchegante.
Ginetta Calliari, uma das primeiras a trazer o Movimento dos Focolares para o Brasil, via na Espiga Dourada um lugar para reunir a família, aonde as pessoas poderiam encontrar a paz, o diálogo e a escuta.
Por isso, antes de ser funcionárias, cada uma é membro desta família. E antes de ser um cliente, todos que entram são pessoas que devem ser respeitadas e amadas. Assim, todos são responsáveis pela Espiga Dourada: quem passa por aqui e quem trabalha na padaria. E esse modo de viver é o ingrediente especial é aquilo que dá novo sabor a cada receita.

 
   
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